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| A sarna demodécica ou demodicose é uma parasitose de pele, de caráter inflamatório, produzida pelo ácaro Demodex canis (D. canis) no cão e Demodex cati no gato. É uma doença comum em cães e rara em gatos.(f:homeopatas.blogspot.com.br) |
A sarna demodécica (popularmente conhecida como “sarna negra”), é uma doença causada por um ácaro chamado Demodex canis. Este tipo de sarna não é contagiosa (ou seja, não é transmitida pelo contato direto com um cão doente). Existe uma predisposição genética para doença, que pode ser herdada da mãe, pai ou ambos, portadores da doença. Trata-se por tanto de uma doença hereditária.
Acredita-se que
além dos fatores ligados a genética, fatores que causem a queda de
imunidade deste animal geneticamente predisposto, também esteja ligado
com a manifestação da doença, entre eles:
Fatores que causem estresse:
Fatores que causem estresse:
- mudança de ambiente
- mudança brusca de alimentação
- presença de um novo animal ou pessoa no ambiente onde vive o animal;
Cio e parto nas fêmeas (castração é indicada)
Doenças intercorrentes
Uso de drogas imunossupressoras.
A demodiciose
ou demodicidose (como é chama a doença), geralmente acomete animais
jovens/púberes, sendo algumas raças mais comumente acometidas: Shar
Pei, Buldogue Inglês, Yorshire, Doberman, Pinscher, Dachshund, Cocker
Spaniel, Pit Bull, Bull Terrier, Pastor Alemão, Boxer, Dálmata. Ela pode se manifestar na forma localizada ou generalizada.
Os sinais clínicos geralmente encontrados são:
Forma localizada
Quando localizada,
apresenta áreas de alopecia ao redor dos olhos, ao redor da boca e nas
extremidades dos membros, principalmente membros anteriores.
- alopecia (perdas de pelo),
- eritema (pele avermelhada) ou hiperpigmentação (escurecimento da pele),
- hiperqueratose (espessamento da pele),
- descamação de pele que leva a formação escamas ou caspas.
Forma localizada
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| Demodicose Localizada |
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| Na
forma localizada, que ocorre em cães com menos de um ano de idade e que
em 90% dos casos se resolve de forma aparentemente espontânea, nota-se
de uma a cinco áreas de alopecia (ausência de pelos), com graus variados
de eritema (pele avermelhada), hiperpigmentação (pele escura, preta ou
acinzentada) e descamação (semelhante a caspa). As lesões são mais
comuns na face, mas podem ser encontradas por todo o corpo. Em geral, as
lesões não são pruriginosas, a não ser nos casos de infecção secundária
concomitante. Apenas 10% destes casos evoluem para a forma generalizada. http://homeopatas.blogspot.com/2010/08/sarna-demodecicae-agora.html |
Forma generalizada
Na forma generalizada pode acometer várias regiões do corpo do animal, cabeça, pernas e tronco. Sendo que esta forma pode aparecer tardiamente em cães adultos ou idosos
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| Demodicose Generalizada Foto:amicinet.com.br |
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| A
doença é considerada generalizada se duas ou mais patas forem
acometidas, se mais de cinco áreas circulares de alopecia forem
observadas ou se todo o corpo for acometido. É uma forma severa de
manifestação da doença, com alopecia extensa (ausência de pelos em
grandes áreas), pápulas (lesão inflamatória, elevada e superficial),
pústulas (semelhante a espinhas) e crostas. As lesões costumam
agravar-se por infecções secundárias (bactérias e leveduras) causando,
por exemplo, a pododermatite (infecção e inflamação entre os dedos) e a
malasseziose generalizada (infecção secundária pela levedura malassezia
pachydermatis, também presente na microbiota normal da pele do cão, mas
que no animal com imunidade baixa, perpetua e agrava as doenças de pele
pré-existentes). http://homeopatas.blogspot.com/2010/08/sarna-demodecicae-agora.html |
Este tipo de sarna em geral não é pruriginosa (ou seja, não causa coceira), ou apresenta prurido leve. Algumas alterações secundárias a Demodicidose podem estar presentes como, seborréia, hiperqueratose, hiperpigmanetação, foliculite, infecção bacteriana e fúngica.
O diagnóstico é
obtido através de realização de um raspado de pele, onde com ajuda do
microscópio é possível a visualização do ácaro causador. Em alguns casos
crônicos, com alterações secundárias graves, ou na raça Shar Pei, o
diagnóstico definitivo só é possível através da realização de biópsia da
pele do animal.
Tratamento
Com relação ao
tratamento, por se tratar de uma doença que tem por base alteração
genética e que pode ser predisposta por fatores externos como o
estresse, o tratamento definitivo pode não ser possível, principalmente
na forma generalizada. A forma localizada responde bem ao controle,
sendo as opções de tratamento:
Tratamento tópico:
- utiliza-se um xampu apropriado que “prepara” a pele, para em seguida receber um medicamento que vem na forma líquida, e é diluído em água, (numa proporção adequada), e aplicada por todo o corpo do animal ou;
- medicamento do tipo “spot-on” (que contenha princípio ativo que age da Demodicidose), que vem em forma de pipeta e é aplicado no dorso do animal.
Tratamento sistêmico:
- Medicamento em forma de comprimido, específico para cães ou;
- Injeções aplicadas pelo Médico Veterinário.
O tratamento
para Demodicidose em geral dura de 2-3 meses, e a freqüência de uso do
medicamento varia de acordo com o tratamento prescrito pelo Médico
Veterinário. Quando o animal apresenta infecções fúngicas ou bacterianas
secundárias, pode ser necessário uso de outros medicamentos
concomitantes para acabar com tais infecções. Independente do tratamento
prescrito, ele só deve ser parado, após obtenção de 3 raspados de pele
negativos.
Obervações:
Obervações:
- Cães com sarna demodécica não devem ser reproduzidos, para evitar disseminação do problema;
- A castração das fêmeas pode ser indicado, pois como visto o cio e o parto podem ser fatores desencadeantes para o aparecimento do problema;
- Cães que manifestaram Demodicidose generalizada na fase adulta ou idosa, devem passar por exames mais detalhados, em busca de doenças concomitantes, como neoplasias, doenças imunossupressoras ou metabólicas. Lembrando que os medicamentos utilizados para o tratamento da Demodicidose, podem apresentar efeitos colaterais, sendo que algumas raças são mais predispostas a tais reações. Portanto o tratamento deve SEMPRE ser prescrito e acompanhado pelo Médico Veterinário.
Por : Drª Maricy Alexandrino (Médica Veterinária- CliniPet)
Visite: http://www.portalnossomundo.com
| Nos
gatos, o responsável pela transmissão da escabiose felina é o ácaro
Notroedis cati. Tão contagiosa quanto a escabiose canina, manifesta-se,
principalmente, na cabeça, pescoço e orelhas podendo se espalhar para
outras partes do corpo uma vez que gatos têm o hábito de dormir
‘enrolados’. Seus sintomas são os mesmos apresentados pelos cães.-Dra.Milagros Guadalupe Perera http://www.peloamigo.com/site/noticias.php?pg=noticia&id=256 |
Obs:
Lembrando que os gatos são mais sensíveis que os cães a determinados
medicamentos.Não tente tratar um gato usando o mesmo remédio indicado
para cães você pode agravar o quadro.Consulte um veterinário.






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