segunda-feira, 25 de agosto de 2014

NÂO COMPRE,ADOTE!


GLAUCOMA



Cães e gatos possuem pressão intraocular normal entre 10 e 25 mmHg. O glaucoma freqüentemente resulta em pressões de 20-28 mmHg em humanos, mas pressões de 45-65 mmHg são comuns em cães e gatos. Por este motivo, o glaucoma em animais é mais doloroso que em humanos. A dor persiste na forma de uma dor-de-cabeça ou enxaqueca constante. Este desconforto pode causar uma atividade menor, menos desejo de brincar, irritabilidade ou menor apetite, e freqüentemente não é aparente para o dono. (sosanimal)

O Glaucoma é uma doença grave, de causa multifatorial, caracterizada pela elevação da pressão intra-ocular e pela morte de células da retina e do nervo óptico. É o maior desafio encontrado na oftalmologia veterinária, e também na humana, pois promove cegueira irreversível, sendo, portanto, considerado uma emergência oftálmica.



O humor aquoso (líquido de dentro do olho) é constantemente produzido e eliminado. Ele tem a função de “nutrir e limpar” o olho, além de manter a pressão constante dando forma ao olho. Qualquer situação que aumente a produção ou dificulte a drenagem do humor aquoso modifica a pressão intra-ocular e pode levar ao glaucoma.

Existem vários tipos de Glaucoma: 


-congênitos (alterações de nascença geralmente em cães da raça Chiahuahua, Bouvier dês Flandres, Schnauzer Gigante, Cocker Spaniel e Samoieda)


-primários (aparecem sem ter tido doença ocular prévia e são ligados a algumas raças) 


-secundários (causados por inflamação, trauma, catarata, luxação da lente ou tumor intra-ocular).


-O glaucoma agudo é uma emergência veterinária que pode produzir cegueira em questão de horas. O diagnóstico de glaucoma pode ser feito somente por um exame oftalmológico veterinário e medida da pressão intra-ocular.
Esta é uma razão pela qual é tão importante levar o seu cão a um hospital veterinário imediatamente sob suspeita de um olho doloroso. O tratamento médico envolve o uso de drogas para reduzir a pressão intra-ocular rapidamente.

De acordo com especialistas cerca de 40% dos cães diagnosticados com glaucoma perdem a visão e, eventualmente, os cães diagnosticados com apenas um olho cego, teria o outro olho afetado por glaucoma dentro de alguns meses a um ano. 
Glaucoma não é facilmente detectável nos estágios iniciais os sinais geralmente aparecem próximo ou após a perda da visão.Os sintomas podem incluir vermelhidão  na parte branca dos olhos,nebulosidade(sintoma avançado),dor intensa, visão turva e alargamento do olho,mudança de comportamento ficando mais arredio,evitando saltar, subir e descer de lugares já conhecidos se esbarrar em coisas... alguns ainda coçam os olhos e apresentam lacrimejamento e piscar excessivo . (Fonte: Aqui e Aqui  )



O glaucoma é uma doença frustrante porque requer monitoramento constante, pode precisar de várias terapias diferentes, tem alto custo financeiro e apesar de cuidados excelentes ainda resulta em perda permanente de visão. A chave em preservar a visão é detecção cedo e exames oftalmológicos regulares. Por favor, lembre-se: Glaucoma pode causar cegueira apesar de nossos melhores esforços. Um alto nível de compromisso ao tratamento e exames oftalmológicos regulares são necessários para ter a melhor chance de preservar a visão. Se seu animal for diagnosticado com glaucoma primário, por favor, notifique o criador de seu cão (caso tenha comprado de um criador).(sosanimal)
Dos animais domésticos, o cão é o que mais apresenta glaucoma, pois existem várias raças com tendência a ter má-formação no “canal” que drena o humor aquoso. Por exemplo: Basset Hound, Beagle, Cocker Spaniel e Poodle, dentre outras. Em gatos a maioria dos casos de glaucoma são secundários à uveítes (inflamação intra-ocular), luxação da lente ou tumor intra-ocular, sendo o glaucoma primário dificilmente visto. Cavalos apresentam menos glaucoma do que cães e gatos e quando ocorre geralmente é secundário à uveíte recorrente eqüina. Parece haver uma predisposição em cavalos da raça Appaloosa (SLATTER, 2005).


Diagnóstico do Glaucoma
O diagnóstico é baseado na tonometria (avaliação da pressão intra-ocular) – Figura 1, na gonioscopia (avaliação do ângulo que drena o humor aquoso), na fundoscopia (exame do fundo do olho) e nos sinais clínicos (buftalmia – olho saltado-, olho vermelho, opacidade de córnea, pupila dilatada) - Figura 2 e 3. Em oftalmologia veterinária a principal forma de diagnóstico e controle do glaucoma é a tonometria e a fundoscopia onde podem ser detectadas alterações iniciais, pois não contamos com diversos exames realizados em oftalmologia humana, apesar de já estarmos avançando na área de ultra-sonografia e eletrorretinografia. Quando o paciente apresenta os sinais clínicos descritos acima já se encontra em um estado muito avançado da doença.


exame para diagnóstico do Glaucoma
Figura 1: Dra Fabiana verificando a pressão intra-ocular de um cão através de tonometria de aplanação.
Cão com Glaucoma
Figura 2: Cão da raça Samoieda com glaucoma apresentando buftalmia (olhos saltados).



Figura 3: Cão com sinais de uveíte e glaucoma. Observe olho vermelho e edema de córnea


Tratamento do Glaucoma

O tratamento clínico é realizado com colírios que diminuem a formação do humor aquoso associados com outros que aumentam a drenagem. O tratamento cirúrgico tem a mesma finalidade, sendo os mais aceitos a ciclofotocoagulação a laser e os gonioimplantes (shunts – válvulas - de câmara anterior). Devido ao custo elevado e ao alto índice de complicações pós-operatórias, o tratamento cirúrgico é realizado ainda em nível experimental no Brasil.

Até o presente momento, o tratamento clínico/cirúrgico do glaucoma visa apenas o controle da pressão intra-ocular, reduzindo desta forma a dor do paciente. Em longo prazo, a cegueira é inevitável, pois apesar dos esforços, ainda não se encontra disponível nenhuma substância capaz de impedir a morte das células da retina (RIBEIRO; MARTINS; LAUS, 2006).


REFERENCIAS
MARTINS, Bianca da Costa; VICENTI, Felipe Antônio Mendes e LAUS, José Luiz. Síndrome glaucomatosa em cães: parte 1. Cienc. Rural [online]. 2006, vol.36, n.6, pp. 1952-1958. ISSN 0103-8478. doi: 10.1590/S0103-84782006000600049.
SLATTER, D. Glaucoma. In:______. Fundamentos de Oftalmologia Veterinária. 3.ed. Roca: São Paulo, 2005. p.405.



Fonte :Oftalmologia Animal, Oftalmologia Veterinária, informações sobre doenças Oftalmológicas em Animais pela Médica Veterinária Fabiana Quartiero Pereira
http://www.oftalmologianimal.com.br/2009/06/glaucoma.html

COMO FAZER UMA BANDANA PARA SEU CÃO (Passo a passo e molde)


BANDANAS DUPLA FACE


"Este é um projeto muito rápido e também muito barato de fazer! Tudo o que você precisa são dois tecidos  coordenados, suprimentos básicos de costura e um ferro.
Clique aqui para baixar o molde (arquivo PDF).
 Se este molde não é o tamanho certo para o seu cão, não se preocupe! É super fácil de fazer o seu próprio molde.



Como fazer o seu próprio molde: Você vai precisar de um pedaço de papel, caneta e uma régua. Em primeiro lugar, meça a coleira do seu cão. Você precisa saber o comprimento livre (não incluindo a fivela nem a ponta que transpassa) e a largura da coleira (geralmente a da fivela).

Consulte o diagrama acima. Primeiro, desenhe um retângulo que é tão grande quanto o comprimento livre da coleira no seu cão. Encontre o ponto do retângulo central. Escolha a altura que você deseja para a bandana e desenhe um linha. Saindo da parte inferior da linha feita  até a parte inferior do retângulo trace  uma linha de cada lado formando um triângulo. Adicione um centímetro em torno de toda a peça (espaço para costura) , exceto nas extremidades de largura do retângulo, adicione um espaço para costura de 2,5 cm. ( É preciso deixar espaço com folga, para passar a coleira )



Passo 1: Corte as bandanas de cada um dos seus tecidos.



Passo 2: Com os lados direito juntos, costure na parte de cima



Passo 3: Use o ferro para marcar a costura.



Passo 4: Nas bordas laterais, dobre ao longo de 1 cm e marque com o ferro. Em seguida, dobre com outro 1 cm e marque. Em cada extremidade.



Passo 5: Com os lados direito juntos, costurar ao longo das bordas inferiores



Passo 6: Vire à direita e passe a ferro. costure ao longo dos bordos superior e inferior do retângulo.

Encaixe na coleira do seu cachorro através das extremidades abertas e pronto! :)


Está pronta a bandana dupla face...

Uma graça, não? =D

Pets podem comer carne crua?

Tenho receio de oferecer carnes cruas aos meus pets. Não existe risco de contraírem doenças e vermes? Será que podemos confiar no controle de qualidade de nossas criações, abatedouros e frigoríficos?
Na faculdade, a impressão que tive dos abatedouros e frigoríficos brasileiros nas disciplinas cursadas até agora não reflete essa suspeitas de falta de higiene. O Brasil é um dos maiores exportadores de carne do mundo e abastece países extremamente exigentes, como os europeus. Boa parte de nossa criação de gado ainda é alimentada com pasto de boa qualidade – diferentemente do cenário norte-americano, onde a maioria é criada em regime de confinamento e à base de derivados de grãos de qualidade questionável.
Não existe só o lado do alimento provocar doenças, riscos. Existe, sobretudo, a imunidade do animal que recebe esses alimentos. Conforme citamos nesse artigo, qualquer pessoa que acione a descarga de seu vaso sanitário sem a tampa do mesmo estar fechada aspira uma nuvem de microorganismos potencialmente patogênicos que sobe dois metros de altura. Mas só ficam doentes com isso os imunossuprimidos.
Na verdade, os autores das dietas naturais consideram até positiva a exposição diária do pet a microorganismos como Salmonella ssp. Referem que isso funciona como uma vacina, fortalecendo o organismo do animal para que ele próprio debele essas infecções. Aliás, com ou sem AN isso já acontece. É por isso que os cães lambem a região anal e genital deles próprios e de outros, cheiram e lambem o chão, etc, e não adoecem. Mais sobre as bactérias aqui.
De todo modo, é claro que é importante tomar cuidados. Aí vão os mais importantes:
- Somente compre carnes e meaty bones próprios para consumo humano e em locais idôneos, onde a boa higiene na manipulação das peças é aparente;
- De preferência, compre essas peças em local próximo à sua casa, para que os alimentos não se deteriorem em trajetos longos – se for o caso leve uma caixa de isopor ou solicite entrega em domicílio (os itens virão refrigerados);
- Todas as carnes comercializadas para consumo humano sofreram congelamento profilático em freezers industriais para eliminação de cistos parasitários e protozoários. De qualquer maneira, há pessoas que preferem solicitar ao açougueiro que congele essas carnes por um mínimo de 3 dias no freezer do açougue, antes decomprá-las e levá-las para casa.
- Congele as peças no freezer de sua casa por 3 a 5 dias antes de oferecê-las aos pets.
- Ao preparar e separar as porções, use um pouco de vinagre de maçã sobre as carnes para matar parte das bactérias de superfície;
- Não permita que o alimento fique ao ar livre por mais de 30 minutos sem ser consumido. Guarde o que sobrar na geladeira e ofereça novamente em até 24 horas;
- Caso tenha receio de que o animal possa receber parasitos intestinais por meio do consumo de carne cruas, solicite ao veterinário exames coproparasitológicos (de fezes) periódicos e vermifugue conforme o parasito detectado no exame.
As preocupações em relação à ingestão de carnes cruas são:
Bactérias
- Salmonella ssp
- Eschericchia coli
- Listeria ssp
- Campylobacter ssp
Protozoários:
- Toxoplasma
- Sarcocystis
- Neospora
Helmintos:
- Echinococcus
As bactérias podem resistir ao congelamento. Mas como eu disse, não creio que representem perigo desde que as peças estejam frescas e sejam de boa procedência, e que o pet esteja imunocompetente. Já os protozoários e helminto podem ser eliminados pelo congelamento.
Vale lembrar que existem criadores e tutores praticando “raw feeding” com seus pets há muito mais tempo que nós e em um número muito maior de animais. Pode ser interessante contactá-los para obter mais informações referentes às experiências deles com segurança alimentar.

ESTRABISMO NOS ANIMAIS

Para visitar a página do Spangles no Face ,acesse:https://www.facebook.com/spangles09

ESTRABISMO NOS ANIMAIS
Texto retirado na sua integra do Blog Vision Veterinária

estrabismo é um distúrbio no qual os olhos não são direcionados para o mesmo objeto simultaneamente de maneira coordenada ( Slatter, Fundamentos de Oftalmologia Veterinária ). Quando movemos o olhar para ver um objeto, os dois olhos apontam na mesma direção (apontando para o mesmo destino), em estrabismo não. 

O estrabismo mais tipicamente observado são: 


Estrabismo (esotropia) : 
Os olhos são desviados para dentro



Estrabismo divergente (exotropia): 
Os olhos são desviadas para fora. 

Existem outros tipos de desvios como seria o estrabismo dorsal (hypertropia) ou ventral (hipotropia) ou combinações de vários deles. Eles podem afetar um ou ambos os olhos. 



Exemplo de um gato hypertropia

As causas do estrabismo incluem: 
Congênita : o paciente nasce com o problema (típico de certas raças, como a pug (estrabismo divergente) ou o gato siamês (estrabismo convergente), geralmente causada por alterações nos músculos extra-oculares. 
Adquirida : o paciente adquire estrabismo em sua vida. pode ser causada por problemas nervosos (distúrbios da inervação dos músculos extraoculares), problemas no sistema vestibular (ocorre com certas posições da cabeça e sinais de danos ou prejuízo para o sistema vestibular), trauma (ruptura dos músculos extra-oculares ou alterações da órbita), presença de tumores retrobulbar (movimento ocular efeito de massa impairment), etc ... 

O tratamento do estrabismo: pode ser cirúrgico se necessário, mas muitos de nossos pacientes vivem uma vida normal, sem tratamento (especialmente pacientes com a forma congênita da doença). Geralmente a cirurgia é recomendada para estrabismo com ou adquiridas causas para animais com deficiência visual severa.


Um caso de cegueira congênita, grave estrabismo
(antes)

Shar pei com esotropia e hipotropia muito grave (olhos completamente voltada para a área ventro medial) Uma condição desde o nascimento. Paciente cego.


Perto de um dos aspectos do olho é observado área dorsal do olho (córnea completamente dirigida para a zona ventral medial, nictitante membrana é observado na posição normal, ligeiramente elevado)
                                                              (depois)

Aparência do olho após a cirurgia. Neste caso houve ausência congênita dos músculos extraoculares dorsal e lateral, assim fizeram cirurgia reconstrutiva para manter o olho focado. A ausência de gordura e atrofia muscular neste paciente faz com que o olho afetado e enoftálmico tenha visão comprometida

SARNA DEMODÉCICA -EM CÃES E GATOS



A sarna demodécica ou demodicose é uma parasitose de pele, de caráter inflamatório, produzida pelo ácaro Demodex canis (D. canis) no cão e Demodex cati no gato. É uma doença comum em cães e rara em gatos.(f:homeopatas.blogspot.com.br)

A sarna demodécica (popularmente conhecida como “sarna negra”), é uma doença causada por um ácaro chamado Demodex canis. Este tipo de sarna não é contagiosa (ou seja, não é transmitida pelo contato direto com um cão doente). Existe uma predisposição genética para doença, que pode ser herdada da mãe, pai ou ambos, portadores da doença. Trata-se por tanto de uma doença hereditária.
Acredita-se que além dos fatores ligados a genética, fatores que causem a queda de imunidade deste animal geneticamente predisposto, também esteja ligado com a manifestação da doença, entre eles:
Fatores que causem estresse:
  •  mudança de ambiente
  • mudança brusca de alimentação
  • presença de um novo animal ou pessoa no ambiente onde vive o animal;

Cio e parto nas fêmeas (castração é indicada)

Doenças intercorrentes
Uso de drogas imunossupressoras.




A demodiciose ou demodicidose (como é chama a doença), geralmente acomete animais jovens/púberes, sendo algumas raças mais comumente acometidas: Shar Pei, Buldogue Inglês, Yorshire, Doberman, Pinscher, Dachshund, Cocker Spaniel, Pit Bull, Bull Terrier, Pastor Alemão, Boxer, Dálmata. Ela pode se manifestar na forma localizada ou generalizada.
Os sinais clínicos geralmente encontrados são:
  • alopecia (perdas de pelo),
  • eritema (pele avermelhada) ou hiperpigmentação (escurecimento da pele),
  • hiperqueratose (espessamento da pele),
  • descamação de pele que leva a formação escamas ou caspas.

Forma localizada
Demodicose Localizada
Quando localizada, apresenta áreas de alopecia ao redor dos olhos, ao redor da boca e nas extremidades dos membros, principalmente membros anteriores.
Na forma localizada, que ocorre em cães com menos de um ano de idade e que em 90% dos casos se resolve de forma aparentemente espontânea, nota-se de uma a cinco áreas de alopecia (ausência de pelos), com graus variados de eritema (pele avermelhada), hiperpigmentação (pele escura, preta ou acinzentada) e descamação (semelhante a caspa). As lesões são mais comuns na face, mas podem ser encontradas por todo o corpo. Em geral, as lesões não são pruriginosas, a não ser nos casos de infecção secundária concomitante. Apenas 10% destes casos evoluem para a forma generalizada. 
http://homeopatas.blogspot.com/2010/08/sarna-demodecicae-agora.html

Forma generalizada
Na forma generalizada pode acometer várias regiões do corpo do animal, cabeça, pernas e tronco. Sendo que esta forma pode aparecer tardiamente em cães adultos ou idosos

Demodicose Generalizada
Foto:amicinet.com.br

A doença é considerada generalizada se duas ou mais patas forem acometidas, se mais de cinco áreas circulares de alopecia forem observadas ou se todo o corpo for acometido. É uma forma severa de manifestação da doença, com alopecia extensa (ausência de pelos em grandes áreas), pápulas (lesão inflamatória, elevada e superficial), pústulas (semelhante a espinhas) e crostas. As lesões costumam agravar-se por infecções secundárias (bactérias e leveduras) causando, por exemplo, a pododermatite (infecção e inflamação entre os dedos) e a malasseziose generalizada (infecção secundária pela levedura malassezia pachydermatis, também presente na microbiota normal da pele do cão, mas que no animal com imunidade baixa, perpetua e agrava as doenças de pele pré-existentes).
http://homeopatas.blogspot.com/2010/08/sarna-demodecicae-agora.html

Este tipo de sarna em geral não é pruriginosa (ou seja, não causa coceira), ou apresenta prurido leve. Algumas alterações secundárias a Demodicidose podem estar presentes como, seborréia, hiperqueratose, hiperpigmanetação, foliculite, infecção bacteriana e fúngica.
O diagnóstico é obtido através de realização de um raspado de pele, onde com ajuda do microscópio é possível a visualização do ácaro causador. Em alguns casos crônicos, com alterações secundárias graves, ou na raça Shar Pei, o diagnóstico definitivo só é possível através da realização de biópsia da pele do animal.
Tratamento
Com relação ao tratamento, por se tratar de uma doença que tem por base alteração genética e que pode ser predisposta por fatores externos como o estresse, o tratamento definitivo pode não ser possível, principalmente na forma generalizada. A forma localizada responde bem ao controle, sendo as opções de tratamento:
Tratamento tópico:
  • utiliza-se um xampu apropriado que “prepara” a pele, para em seguida receber um medicamento que vem na forma líquida, e é diluído em água, (numa proporção adequada), e aplicada por todo o corpo do animal ou;
  • medicamento do tipo “spot-on” (que contenha princípio ativo que age da Demodicidose), que vem em forma de pipeta e é aplicado no dorso do animal.
Tratamento sistêmico:
  • Medicamento em forma de comprimido, específico para cães ou;
  • Injeções aplicadas pelo Médico Veterinário.
O tratamento para Demodicidose em geral dura de 2-3 meses, e a freqüência de uso do medicamento varia de acordo com o tratamento prescrito pelo Médico Veterinário. Quando o animal apresenta infecções fúngicas ou bacterianas secundárias, pode ser necessário uso de outros medicamentos concomitantes para acabar com tais infecções. Independente do tratamento prescrito, ele só deve ser parado, após obtenção de 3 raspados de pele negativos.

Obervações:
  • Cães com sarna demodécica não devem ser reproduzidos, para evitar disseminação do problema;
  • A castração das fêmeas pode ser indicado, pois como visto o cio e o parto podem ser fatores desencadeantes para o aparecimento do problema;
  • Cães que manifestaram Demodicidose generalizada na fase adulta ou idosa, devem passar por exames mais detalhados, em busca de doenças concomitantes, como neoplasias, doenças imunossupressoras ou metabólicas. Lembrando que os medicamentos utilizados para o tratamento da Demodicidose, podem apresentar efeitos colaterais, sendo que algumas raças são mais predispostas a tais reações. Portanto o tratamento deve SEMPRE ser prescrito e acompanhado pelo Médico Veterinário.
Por : Drª Maricy Alexandrino (Médica Veterinária- CliniPet)

Nos gatos, o responsável pela transmissão da escabiose felina é o ácaro Notroedis cati. Tão contagiosa quanto a escabiose canina, manifesta-se, principalmente, na cabeça, pescoço e orelhas podendo se espalhar para outras partes do corpo uma vez que gatos têm o hábito de dormir ‘enrolados’. Seus sintomas são os mesmos apresentados pelos cães.-Dra.Milagros Guadalupe Perera
http://www.peloamigo.com/site/noticias.php?pg=noticia&id=256
Obs: Lembrando que os gatos são mais sensíveis que os cães a determinados medicamentos.Não tente tratar um gato usando o mesmo remédio indicado para cães você pode agravar o quadro.Consulte um veterinário.

Como saber se o cachorro está com febre

Muitas pessoas se enganam quando vão medir a temperatura de um cão. A temperatura normal de um cachorro saudável varia de 38,5 a 39,5 graus, diferente dos seres humanos. Por isso as pessoas que não sabem disso se assustam quando vão medir a temperatura e acham que o cachorro está com febre sem que ele realmente esteja.

Se a temperatura do seu cão está acima dos 40 graus, recomendamos que leve-o imediatamente ao veterinário, pois isso é sinal de que alguma coisa não vai bem em seu organismo. Ele pode estar com uma infeccção ou alguma falha no sistema imunológico.


Sintomas da febre


O cão apresenta alguns sinais de que está com febre, como: focinho quente e seco, olhos lacrimejantes ou embaçados, apatia, falta de apetite e nervosismo. Quando a febre é muito alta, o cachorro, assim como as pessoas, pode sofrer tremores.


Como medir a temperatura do cachorro com um termômetro normal


cachorro com febreVocê vai precisar de um termômetro. Não precisa ser um termômetro específico para cães (embora sejam vendidos, são iguais aos nossos). Compre um termômetro comum para seres humanos e deixe-o reservado para o uso no seu cão.

1. Sacuda o termômetro até o nível do mercúrio ou a temperatura estiverem marcando pelo menos 35 graus.

2. Lubrifique o termômetro com Vaselina ou algum gel lubrificante.

3. Se seu cão for agitado, peça pra alguém segurá-lo pra você. O ideal é que ele esteja deitado para que não haja o risco dele sentar no termômetro.

como medir a temperatura do cachorro3. Introduza 1/3 do termômetro no ânus do seu cão.

4. Deixe por 1 a 2 minutos.

5. Cheque a temperatura no termômetro.

6. Não esqueça de limpar o termômetro após o uso.


Termômetros especiais


termometro orelhaExistem termômetros especiais que ajudam a medir a temperatura através da orelha do cachorro. É uma forma mais prática – porém mais cara – de saber se seu cachorro está com febre.


Como baixar a temperatura em casa


O ideal é que você leve-o ao veterinário se confirmar que a temperatura do seu cão está acima dos 40 graus. Caso queira tentar diminuir a temperatura, veja o que você pode fazer:

- faça seu cachorro beber bastante água. Se ele não aceitar água normal, tente água de coco natural.

- se ele estiver com tremores, cubra-o com uma manta leve, fique ao seu lado o máximo possível para ele se sentir reconfortado.

- um banho quebrado (morno quase frio) pode ajudar a diminuir a temperatura do corpo.


Bem, se a Pandora apresenta qualquer um dos sintomas da febre eu chego na veterinária em 2 minutos. Sempre acho melhor consultar um médico do que ficar tentando coisas caseiras. Nunca sabemos o que pode estar acontecendo no corpo do nosso cachorro…

Leia mais: Como saber se o cachorro está com febre - Tudo Sobre Cachorros http://tudosobrecachorros.com.br/2013/10/como-saber-se-cachorro-com-febre.html#ixzz3BRdPoG68

domingo, 24 de agosto de 2014

Cortar ou não as unhas dos gatos?


Cortar ou não cortar as unhas aos gatos?
Cortar as unhas a um gato não acarreta malefícios para este, desde que o corte seja efectuado correctamente. Este é um processo que pode desenrolar-se em casa, contudo existem algumas restrições. Apenas devem ser cortadas as unhas dos gatos que não tenham acesso ao exterior já que estas funcionam como arma de defesa e de fuga, como por exemplo o subir para uma árvore ou alguma rixa com outros animais.
É raro o gato que gosta que lhe cortem as unhas, no entanto, quando habituados desde pequenos, passa a ser uma tarefa habitual. Apesar disto, não há uma idade para começar a cortar as unhas dos pequenos felinos, mas deve ser, preferencialmente, numa etapa, antes do animal começar a arranhar e estragar os materiais.
 O corte das unhas pode ser feito em casa, sem a ajuda de um profissional veterinário, contudo, é provável que facilite, primeiro, ver alguém com experiência, a desempenhar a tarefa, para que possa ser aprendida a técnica.
Um corta-unhas normal pode ser utilizado mas este pode lascar as unhas do animal ou magoá-lo, sendo, por isso, preferencial um corta-unhas próprio para gatos.
O processo tem de se desenrolar num ambiente familiar e tranquilo, para o felino, que deve encontrar-se o mais confortável possível. O tom de voz do humano deve ser calmo e baixo. Este tem de procurar a posição mais prática para si.
As unhas destes animais são diferentes das da nossa espécie, estando ligadas a um osso (falange). Nestas passam vasos de sangue que, se fossem cortados, provocariam hemorragia e dor. Esta zona é conhecida como sabugo. Portanto, é muito importante saber onde deve ser feito o corte.
Primeiro deve ser apertada a ponta da pata, com o objectivo de mostrar as unhas na sua totalidade. Quando são claras, a tarefa é fácil, pois o sabugo é evidente. A localização correta, para efectuar o corte, encontra-se a cerca de 3 milímetros, abaixo da zona referida. Neste caso, a incisão deve ser precisa e rápida. No entanto, quando a unha é escura pode ser mais difícil, havendo necessidade de efectuar pequenos cortes e não um grande e definitivo. Caso o animal se mostre demasiado stressado, não insista, e espere que o gato alcance tranquilidade. A tarefa só deve ser retomada nessa altura.
Se, mesmo mantendo todos os cuidados, acontecer um acidente, o pior a fazer é entrar em pânico. Humedeça algodão em água oxigenada e segure-o na unha, até estancar o sangramento. Nesse caso, não insista em cortar as outras unhas ao felino. Espere que ele esqueça o episódio.

A importância da desparasitação externa



A importância da desparasitação externa
Os parasitas externos, bem como as doenças que estes acarretam, continuam a agredir os animais domésticos, nomeadamente o gato, o que conduz a diversos malefícios que podem provocar a morte do felino. Devido à relação próxima entre estes e o ser humano, acresce o perigo de transmissão para a nossa espécie, o que, numa população envelhecida e comprometida imunologicamente, pode representar um problema de saúde pública.
Neste sentido, torna-se indispensável a utilização de antiparasitários, inclusive em meios citadinos, devendo existir um especial cuidado com a repetição da administração do produto, garantindo assim uma proteção contínua.
Os parasitas externos podem ser divididos em duas classes, a Insecta, onde se inserem as pulgas, piolhos, moscas e mosquitos, e a classe Arachnida que inclui as carraças e os ácaros. Apesar de um gato doméstico não apanhar parasitas, tão facilmente, como um animal vadio, existe sempre uma probabilidade de ocorrer infestação, uma vez que o ser humano, com acesso ao exterior, pode funcionar como um vetor de transmissão.
Existem diversos antiparasitários no mercado, que podem ser utilizados periodicamente ou regularmente, contudo, o método mais eficaz e de maior facilidade de aplicação denomina-se “spot-on”, mais conhecido por pipetas. Deve ser feita a aplicação do produto (apenas algumas gotas), na retaguarda do pescoço do animal, todos os meses. Na maioria destes produtos, o pequeno felino não deve ter contacto com água nos dois dias anteriores e posteriores à aplicação, para garantir os resultados.

Como saber se o cachorro está com febre

Muitas pessoas se enganam quando vão medir a temperatura de um cão. A temperatura normal de um cachorro saudável varia de 38,5 a 39,5 graus, diferente dos seres humanos. Por isso as pessoas que não sabem disso se assustam quando vão medir a temperatura e acham que o cachorro está com febre sem que ele realmente esteja.

Se a temperatura do seu cão está acima dos 40 graus, recomendamos que leve-o imediatamente ao veterinário, pois isso é sinal de que alguma coisa não vai bem em seu organismo. Ele pode estar com uma infeccção ou alguma falha no sistema imunológico.


Sintomas da febre


O cão apresenta alguns sinais de que está com febre, como: focinho quente e seco, olhos lacrimejantes ou embaçados, apatia, falta de apetite e nervosismo. Quando a febre é muito alta, o cachorro, assim como as pessoas, pode sofrer tremores.


Como medir a temperatura do cachorro com um termômetro normal


cachorro com febreVocê vai precisar de um termômetro. Não precisa ser um termômetro específico para cães (embora sejam vendidos, são iguais aos nossos). Compre um termômetro comum para seres humanos e deixe-o reservado para o uso no seu cão.

1. Sacuda o termômetro até o nível do mercúrio ou a temperatura estiverem marcando pelo menos 35 graus.

2. Lubrifique o termômetro com Vaselina ou algum gel lubrificante.

3. Se seu cão for agitado, peça pra alguém segurá-lo pra você. O ideal é que ele esteja deitado para que não haja o risco dele sentar no termômetro.

como medir a temperatura do cachorro3. Introduza 1/3 do termômetro no ânus do seu cão.

4. Deixe por 1 a 2 minutos.

5. Cheque a temperatura no termômetro.

6. Não esqueça de limpar o termômetro após o uso.


Termômetros especiais


termometro orelhaExistem termômetros especiais que ajudam a medir a temperatura através da orelha do cachorro. É uma forma mais prática – porém mais cara – de saber se seu cachorro está com febre.


Como baixar a temperatura em casa


O ideal é que você leve-o ao veterinário se confirmar que a temperatura do seu cão está acima dos 40 graus. Caso queira tentar diminuir a temperatura, veja o que você pode fazer:

- faça seu cachorro beber bastante água. Se ele não aceitar água normal, tente água de coco natural.

- se ele estiver com tremores, cubra-o com uma manta leve, fique ao seu lado o máximo possível para ele se sentir reconfortado.

- um banho quebrado (morno quase frio) pode ajudar a diminuir a temperatura do corpo.


Bem, se a Pandora apresenta qualquer um dos sintomas da febre eu chego na veterinária em 2 minutos. Sempre acho melhor consultar um médico do que ficar tentando coisas caseiras. Nunca sabemos o que pode estar acontecendo no corpo do nosso cachorro…


Leia mais: Como saber se o cachorro está com febre - Tudo Sobre Cachorros http://tudosobrecachorros.com.br/2013/10/como-saber-se-cachorro-com-febre.html#ixzz3BRd6cmLN

Sono agitado: sonhos e pesadelos

Alguns cães tem o sono mais agitado que outros, assim como acontece com os seres humanos. Muitos donos costumam ver seus cães se mexendo muito durante o sono e imaginam que eles estejam sonhando. Cachorro sonha? Sim, cães também sonham!

O sono dos cães tem três estágios:

1. NREM (movimento não-rápido dos olhos)
2. REM (movimento rápido dos olhos)
3. SWS (sono de onda lenta) – é nesse estágio que o cão respira profundamente.

Os cães sonham no estágio REM (segundo estágio) e é nesse ciclo que eles tendem a se mexer (normalmente as patas, como se estivessem correndo) ou mesmo latir.


Posição de dormir do cachorro


Alguns cães dormem mais enrolados, outros dormem mais esticados. Os que dormem enrolados não relaxam muito os músculos e tendem a se mexer menos do que os que dormem esticados e totalmente relaxados.

Cachorros que dormem bem enrolados deixam seus músculos mais tensos e, por isso, ficam menos relaxados do que os cães que dormem esticados. Além disso, aqueles que dormem enrolados costumam se mexer menos durante o sono.

cachorro dormindo enrolado


O que fazer quando um cachorro está se mexendo durante o sono?


O ideal é que você não faça nada para não assustar o seu cão. Se ele estiver muito agitado, chame seu nome, sem gritar, com calma e de preferência sem tocá-lo.

Se seu cachorro acordar assustado, fale com ele em voz branda para acalmá-lo, evite fazer carinho quando ele estiver com medo para não reforçar o comportamento.