quarta-feira, 25 de março de 2015

LIPIDOSE HEPÁTICA ( Síndrome do Fígado Gorduroso )



 Não permita que seu gatinho, especialmente se ele for mais gordinho, permaneça sem comer por mais de 24 horas. Gatos, quando submetidos à períodos prolongados de jejum podem desenvolver Lipidose Hepática, condição grave que pode matar se não tratada a tempo. Certifique-se sempre que seu bichano esteja se alimentando bem e ingerindo água normalmente. (Mv Silvia Schultz )

LIPIDOSE HEPÁTICA
Por: Dra. Estela Pazos

O que é :
A Lipidose Hepática também é chamada de Síndrome do Fígado Gorduroso e se caracteriza pelo acúmulo de gordura (lipídios) no interior das células do fígado. É uma doença muito frequente, nem sempre compreendida e diagnosticada de forma precoce, e que, em casos mais graves, pode levar o gato à morte.
Mucosa da boca amarelada em um gato com Lipidose Hepática - Imagem: Arquivo pessoal Dra. Estela Pazos
Para entender como o gato desenvolve a Lipidose Hepática, temos que saber um pouco sobre uma particularidade específica do seu metabolismo: o gato é carnívoro verdadeiro, ou seja, adquire a maior parte da sua energia através das proteínas (carnes) ingeridas na alimentação. Se ele deixar de comer ou apenas diminuir a quantidade de alimento que ingere rotineiramente, é o suficiente para o organismo começar a usar a gordura do corpo como fonte de energia; um mecanismo de proteção para suprir a queda na ingestão calórica. Essa gordura é mobilizada para o fígado e inicia-se o problema. 
O gato não tem grande capacidade de transformar a gordura em energia e nem eliminá-la rapidamente, e assim ela começa a se depositar nas células hepáticas. 

O acúmulo de gordura no fígado pode ocasionar a perda de atividade hepática em até 80%. Por este motivo, o emagrecimento no gato deve ser feito de forma lenta e gradual, com acompanhamento veterinário.



É importante salientar que qualquer alteração na ingestão da quantidade e/ou qualidade de alimentos pode desencadear o problema, por exemplo:

  •  uma dor de dente ou qualquer outra doença que cause diminuição do apetite, ou seja, o gato não precisa parar de comer totalmente, o fato de ingerir menor quantidade de alimento já pode desencadear a Lipidose Hepática. 
  • Uma condição de estresse também pode fazer com que com que o gato deixe de se alimentar (por exemplo, a chegada de um novo gato na casa, a chegada de um bebê, mudança de casa, mudança de ração, alteração na rotina da casa). 
É importante identificar a causa para evitar que o problema aconteça novamente.

A Lipidose Hepática ocorre mais frequentemente em gatos obesos, e quanto mais “gordinho”, maior será o risco. Se o proprietário notar que o animal está emagrecendo sem causa aparente, é indicado procurar orientação veterinária rapidamente. É indicada a realização de exames de sangue e ultrasonografia de abdômen para concluir o diagnóstico.



Sintomas : 

  • Geralmente o gato ficar mais quieto, depressivo e sonolento. 
  • O gato pode apresentar vômitos e principalmente náuseas
  • É comum vê-lo salivar ao oferecer alimento
  • A pele, gengiva, orelhas e a parte branca dos olhos podem ficar amareladas devido ao pigmento biliar que se acumula nos tecidos, pois a bile fica na circulante no sangue.

Gato com pele amarelada devido a Lipidose Hepática
img:hepatic-lipidosis.com

Tratamento:

O tratamento é feito com medicamentos para controlar as náuseas e vômitos, restabelecimento da função hepática e o principal: fornecer alimento hipercalórico e hiperprotéico através de alimentação forçada, pois o gato com náusea não terá apetite para comer sozinho. Pode haver necessidade de colocação de sonda esofágica para que o gato receba o alimento diretamente no estômago, garantindo a nutrição e medicação na quantidade adequada. 

O gato estará recuperado quando voltar a ter apetite e se alimentar normalmente e isso pode levar de 1 até 6 semanas.
Prevenção:

A melhor forma de prevenir a Lipidose Hepática é manter seu gato em boa condição corporal, dieta balanceada, seja com uma ração de boa qualidade, ou com AN (Alimentação Natural, sempre com acompanhamento de um veterinário) acrescentando brinquedos e variadas formas de exercícios a sua rotina, evitando o sedentarismo e estresse.

Cães ciumentos! Como identificar? Como tratar? A resposta esta aqui!

Seu cachorro está com ciúmes?

Para saber se o cachorro está com ciúmes, um primeiro passo importante é analisar a situação da casa e se há alguma novo fator que pode estar causando essa sensação no animal.  Em vários casos, a entrada de uma nova pessoa ou animal na casa provoca esse sentimento no cachorro.
De acordo com o especialista Dr. Stanley Coren, os cachorros são animais sociais e o ciúmes é um sentimento que aparece em nossas interações sociais.  Além disso, os cachorros possuem o mesmo hormônio associado ao ciúmes e à inveja do que os humanos, chamado de ocitocina.
Um estudo conduzido pela Universidade de Vienna mostra que os cachorros podem ficar com ciúmes quando sentem que não estão recebendo a recompensa justa ou quando eles sentem que outra pessoa ou animal está recebendo mais do que eles.  Por exemplo, pedir para dois cachorros darem a pata mas só recompensar um pelo ato, faz com que o cachorro se sinta injustiçado por não receber a mesma recompensa pelo mesmo ato.  Como resposta, o cachorro que não recebeu a recompensa pára de dar a pata.
O psicólogo da Universidade de Portsmouth, Dr. Paul Morris, ressalta que umcachorro sente ciúmes quando o dono traz um parceiro novo para a casa.  Tão profundo é esse sentimento, aliás, que o cachorro pode sentar entre as duas pessoas e pode até se recusar dividir a atenção do dono com a nova pessoa. Diversos donos também atestam perceber que seus cães sentem ciúmes do novo bebê ou de uma criança que entrou na casa.
Bio Florais: O bebê chegouAlguns animais se sentem ameaçados pela chegada de um bebê.  Para essa fase na sua vida, considere o floral O BEBÊ CHEGOU, que induz os sentimentos de segurança e de proteção, e estimulam coragem no cachorro.

Sinais que o seu cachorro está com ciúmes

Os cachorros podem exibir alguns sinais físicos que mostram que eles estão com ciúmes.  Dentre eles estão:
  • Latidos excessivos quando o dono mexe com o outro animal ou pessoa.  Quando você se aproxima da pessoa ou animal que o seu cachorro tem ciúmes ele começa a latir?  Várias vezes, quando um cachorro está com ciúmes, ele late para alertar e também para receber alguma atenção do dono.  Dependendo da sua reação, você pode incentivar o seu cachorro a latir sempre que estiver com ciúmes.
  • Xixi pela casa toda.  Alguns cachorros fazem xixi para marcar o seu territórioou até para chamar a atenção do dono quando estão com ciúmes.
  • Cachorro vira-lata está com ciúmes de outro cachorro da casa
    Cachorro está com ciúmes do novo cachorro da casa
    Destruir a casa, se esconder ou não sair do seu lado.  Quando o cachorro está com ciúmes, ele pode mudar o seu comportamento para chamar sua atenção. Dentre eles estão destruir os objetos da casa, comer mais, parar de comer, não sair do seu lado, ou passar o dia escondido para chamar a sua atenção.
  • Agressividade.  O estágio mais intenso de ciúmes é quando o cão apresenta sinais de agressividade, como morder ou dar patadas em uma pessoa ou animal.
  • Outras mudanças em comportamento.  Cada cachorro é diferente e, portanto, pode apresentar diferentes mudanças no seu comportamento quando está com ciúmes.  Chorar e lamber as patas, por exemplo, também podem ser sinais de ciúmes e de ansiedade. O importante é notar as mudanças no comportamento do seu animal e relatá-las para um especialista em comportamento canino.
  • Bio Florais: Carência e síndrome do abandonoSe o seu cachorro estiver exibindo alguns dos comportamentos acima, considere o floral CARÊNCIA E SÍNDROME DE ABANDONO.   Esse composto busca tratar o apego, a possessividade e é indicado para animais que parecem mostrar rancor, urinando em lugares impróprios, destruindo coisas, e mais.
  • Como tratar um cachorro que está com ciúmes

    Nos casos mais extremos, é possível que um cachorro que está com ciúmes sofra também de problemas de saúde.  Isso pode ocorrer, por exemplo, quando o cão pára de comer ou lambe excessivamente suas patas. Quando esse for o caso, busque não só o acompanhamento de um adestrador mas também o de um veterinário.
    Ainda que seja importante que você mostre ao seu animal que não seu cão não é o único que merece a sua atenção, em vários casos, a mudança no seu comportamento quando essa nova pessoa ou animal entrou na sua casa foi muito grande. Por isso, para o seu cachorro, continuar sabendo que ele tem o seu carinho e atenção pode fazer uma grande diferença. A associação positiva com o novo membro da casa também pode ser um passo fundamental para que o cachorro deixe de ter ciúmes e comece a associar o novo membro com coisas boas, como petiscos, carinho e atenção. Por fim, busque respeitar os limites do animal e não forçar as situações. Isso pode ajudá-lo a proporcionar uma transição mais tranquila.
  • Fontes: Animal é Vida
  • Obrigada por ler :)                
  • Bloggeira Kennia    "PROTETORA ANIMAL"

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

NÂO COMPRE,ADOTE!


GLAUCOMA



Cães e gatos possuem pressão intraocular normal entre 10 e 25 mmHg. O glaucoma freqüentemente resulta em pressões de 20-28 mmHg em humanos, mas pressões de 45-65 mmHg são comuns em cães e gatos. Por este motivo, o glaucoma em animais é mais doloroso que em humanos. A dor persiste na forma de uma dor-de-cabeça ou enxaqueca constante. Este desconforto pode causar uma atividade menor, menos desejo de brincar, irritabilidade ou menor apetite, e freqüentemente não é aparente para o dono. (sosanimal)

O Glaucoma é uma doença grave, de causa multifatorial, caracterizada pela elevação da pressão intra-ocular e pela morte de células da retina e do nervo óptico. É o maior desafio encontrado na oftalmologia veterinária, e também na humana, pois promove cegueira irreversível, sendo, portanto, considerado uma emergência oftálmica.



O humor aquoso (líquido de dentro do olho) é constantemente produzido e eliminado. Ele tem a função de “nutrir e limpar” o olho, além de manter a pressão constante dando forma ao olho. Qualquer situação que aumente a produção ou dificulte a drenagem do humor aquoso modifica a pressão intra-ocular e pode levar ao glaucoma.

Existem vários tipos de Glaucoma: 


-congênitos (alterações de nascença geralmente em cães da raça Chiahuahua, Bouvier dês Flandres, Schnauzer Gigante, Cocker Spaniel e Samoieda)


-primários (aparecem sem ter tido doença ocular prévia e são ligados a algumas raças) 


-secundários (causados por inflamação, trauma, catarata, luxação da lente ou tumor intra-ocular).


-O glaucoma agudo é uma emergência veterinária que pode produzir cegueira em questão de horas. O diagnóstico de glaucoma pode ser feito somente por um exame oftalmológico veterinário e medida da pressão intra-ocular.
Esta é uma razão pela qual é tão importante levar o seu cão a um hospital veterinário imediatamente sob suspeita de um olho doloroso. O tratamento médico envolve o uso de drogas para reduzir a pressão intra-ocular rapidamente.

De acordo com especialistas cerca de 40% dos cães diagnosticados com glaucoma perdem a visão e, eventualmente, os cães diagnosticados com apenas um olho cego, teria o outro olho afetado por glaucoma dentro de alguns meses a um ano. 
Glaucoma não é facilmente detectável nos estágios iniciais os sinais geralmente aparecem próximo ou após a perda da visão.Os sintomas podem incluir vermelhidão  na parte branca dos olhos,nebulosidade(sintoma avançado),dor intensa, visão turva e alargamento do olho,mudança de comportamento ficando mais arredio,evitando saltar, subir e descer de lugares já conhecidos se esbarrar em coisas... alguns ainda coçam os olhos e apresentam lacrimejamento e piscar excessivo . (Fonte: Aqui e Aqui  )



O glaucoma é uma doença frustrante porque requer monitoramento constante, pode precisar de várias terapias diferentes, tem alto custo financeiro e apesar de cuidados excelentes ainda resulta em perda permanente de visão. A chave em preservar a visão é detecção cedo e exames oftalmológicos regulares. Por favor, lembre-se: Glaucoma pode causar cegueira apesar de nossos melhores esforços. Um alto nível de compromisso ao tratamento e exames oftalmológicos regulares são necessários para ter a melhor chance de preservar a visão. Se seu animal for diagnosticado com glaucoma primário, por favor, notifique o criador de seu cão (caso tenha comprado de um criador).(sosanimal)
Dos animais domésticos, o cão é o que mais apresenta glaucoma, pois existem várias raças com tendência a ter má-formação no “canal” que drena o humor aquoso. Por exemplo: Basset Hound, Beagle, Cocker Spaniel e Poodle, dentre outras. Em gatos a maioria dos casos de glaucoma são secundários à uveítes (inflamação intra-ocular), luxação da lente ou tumor intra-ocular, sendo o glaucoma primário dificilmente visto. Cavalos apresentam menos glaucoma do que cães e gatos e quando ocorre geralmente é secundário à uveíte recorrente eqüina. Parece haver uma predisposição em cavalos da raça Appaloosa (SLATTER, 2005).


Diagnóstico do Glaucoma
O diagnóstico é baseado na tonometria (avaliação da pressão intra-ocular) – Figura 1, na gonioscopia (avaliação do ângulo que drena o humor aquoso), na fundoscopia (exame do fundo do olho) e nos sinais clínicos (buftalmia – olho saltado-, olho vermelho, opacidade de córnea, pupila dilatada) - Figura 2 e 3. Em oftalmologia veterinária a principal forma de diagnóstico e controle do glaucoma é a tonometria e a fundoscopia onde podem ser detectadas alterações iniciais, pois não contamos com diversos exames realizados em oftalmologia humana, apesar de já estarmos avançando na área de ultra-sonografia e eletrorretinografia. Quando o paciente apresenta os sinais clínicos descritos acima já se encontra em um estado muito avançado da doença.


exame para diagnóstico do Glaucoma
Figura 1: Dra Fabiana verificando a pressão intra-ocular de um cão através de tonometria de aplanação.
Cão com Glaucoma
Figura 2: Cão da raça Samoieda com glaucoma apresentando buftalmia (olhos saltados).



Figura 3: Cão com sinais de uveíte e glaucoma. Observe olho vermelho e edema de córnea


Tratamento do Glaucoma

O tratamento clínico é realizado com colírios que diminuem a formação do humor aquoso associados com outros que aumentam a drenagem. O tratamento cirúrgico tem a mesma finalidade, sendo os mais aceitos a ciclofotocoagulação a laser e os gonioimplantes (shunts – válvulas - de câmara anterior). Devido ao custo elevado e ao alto índice de complicações pós-operatórias, o tratamento cirúrgico é realizado ainda em nível experimental no Brasil.

Até o presente momento, o tratamento clínico/cirúrgico do glaucoma visa apenas o controle da pressão intra-ocular, reduzindo desta forma a dor do paciente. Em longo prazo, a cegueira é inevitável, pois apesar dos esforços, ainda não se encontra disponível nenhuma substância capaz de impedir a morte das células da retina (RIBEIRO; MARTINS; LAUS, 2006).


REFERENCIAS
MARTINS, Bianca da Costa; VICENTI, Felipe Antônio Mendes e LAUS, José Luiz. Síndrome glaucomatosa em cães: parte 1. Cienc. Rural [online]. 2006, vol.36, n.6, pp. 1952-1958. ISSN 0103-8478. doi: 10.1590/S0103-84782006000600049.
SLATTER, D. Glaucoma. In:______. Fundamentos de Oftalmologia Veterinária. 3.ed. Roca: São Paulo, 2005. p.405.



Fonte :Oftalmologia Animal, Oftalmologia Veterinária, informações sobre doenças Oftalmológicas em Animais pela Médica Veterinária Fabiana Quartiero Pereira
http://www.oftalmologianimal.com.br/2009/06/glaucoma.html

COMO FAZER UMA BANDANA PARA SEU CÃO (Passo a passo e molde)


BANDANAS DUPLA FACE


"Este é um projeto muito rápido e também muito barato de fazer! Tudo o que você precisa são dois tecidos  coordenados, suprimentos básicos de costura e um ferro.
Clique aqui para baixar o molde (arquivo PDF).
 Se este molde não é o tamanho certo para o seu cão, não se preocupe! É super fácil de fazer o seu próprio molde.



Como fazer o seu próprio molde: Você vai precisar de um pedaço de papel, caneta e uma régua. Em primeiro lugar, meça a coleira do seu cão. Você precisa saber o comprimento livre (não incluindo a fivela nem a ponta que transpassa) e a largura da coleira (geralmente a da fivela).

Consulte o diagrama acima. Primeiro, desenhe um retângulo que é tão grande quanto o comprimento livre da coleira no seu cão. Encontre o ponto do retângulo central. Escolha a altura que você deseja para a bandana e desenhe um linha. Saindo da parte inferior da linha feita  até a parte inferior do retângulo trace  uma linha de cada lado formando um triângulo. Adicione um centímetro em torno de toda a peça (espaço para costura) , exceto nas extremidades de largura do retângulo, adicione um espaço para costura de 2,5 cm. ( É preciso deixar espaço com folga, para passar a coleira )



Passo 1: Corte as bandanas de cada um dos seus tecidos.



Passo 2: Com os lados direito juntos, costure na parte de cima



Passo 3: Use o ferro para marcar a costura.



Passo 4: Nas bordas laterais, dobre ao longo de 1 cm e marque com o ferro. Em seguida, dobre com outro 1 cm e marque. Em cada extremidade.



Passo 5: Com os lados direito juntos, costurar ao longo das bordas inferiores



Passo 6: Vire à direita e passe a ferro. costure ao longo dos bordos superior e inferior do retângulo.

Encaixe na coleira do seu cachorro através das extremidades abertas e pronto! :)


Está pronta a bandana dupla face...

Uma graça, não? =D

Pets podem comer carne crua?

Tenho receio de oferecer carnes cruas aos meus pets. Não existe risco de contraírem doenças e vermes? Será que podemos confiar no controle de qualidade de nossas criações, abatedouros e frigoríficos?
Na faculdade, a impressão que tive dos abatedouros e frigoríficos brasileiros nas disciplinas cursadas até agora não reflete essa suspeitas de falta de higiene. O Brasil é um dos maiores exportadores de carne do mundo e abastece países extremamente exigentes, como os europeus. Boa parte de nossa criação de gado ainda é alimentada com pasto de boa qualidade – diferentemente do cenário norte-americano, onde a maioria é criada em regime de confinamento e à base de derivados de grãos de qualidade questionável.
Não existe só o lado do alimento provocar doenças, riscos. Existe, sobretudo, a imunidade do animal que recebe esses alimentos. Conforme citamos nesse artigo, qualquer pessoa que acione a descarga de seu vaso sanitário sem a tampa do mesmo estar fechada aspira uma nuvem de microorganismos potencialmente patogênicos que sobe dois metros de altura. Mas só ficam doentes com isso os imunossuprimidos.
Na verdade, os autores das dietas naturais consideram até positiva a exposição diária do pet a microorganismos como Salmonella ssp. Referem que isso funciona como uma vacina, fortalecendo o organismo do animal para que ele próprio debele essas infecções. Aliás, com ou sem AN isso já acontece. É por isso que os cães lambem a região anal e genital deles próprios e de outros, cheiram e lambem o chão, etc, e não adoecem. Mais sobre as bactérias aqui.
De todo modo, é claro que é importante tomar cuidados. Aí vão os mais importantes:
- Somente compre carnes e meaty bones próprios para consumo humano e em locais idôneos, onde a boa higiene na manipulação das peças é aparente;
- De preferência, compre essas peças em local próximo à sua casa, para que os alimentos não se deteriorem em trajetos longos – se for o caso leve uma caixa de isopor ou solicite entrega em domicílio (os itens virão refrigerados);
- Todas as carnes comercializadas para consumo humano sofreram congelamento profilático em freezers industriais para eliminação de cistos parasitários e protozoários. De qualquer maneira, há pessoas que preferem solicitar ao açougueiro que congele essas carnes por um mínimo de 3 dias no freezer do açougue, antes decomprá-las e levá-las para casa.
- Congele as peças no freezer de sua casa por 3 a 5 dias antes de oferecê-las aos pets.
- Ao preparar e separar as porções, use um pouco de vinagre de maçã sobre as carnes para matar parte das bactérias de superfície;
- Não permita que o alimento fique ao ar livre por mais de 30 minutos sem ser consumido. Guarde o que sobrar na geladeira e ofereça novamente em até 24 horas;
- Caso tenha receio de que o animal possa receber parasitos intestinais por meio do consumo de carne cruas, solicite ao veterinário exames coproparasitológicos (de fezes) periódicos e vermifugue conforme o parasito detectado no exame.
As preocupações em relação à ingestão de carnes cruas são:
Bactérias
- Salmonella ssp
- Eschericchia coli
- Listeria ssp
- Campylobacter ssp
Protozoários:
- Toxoplasma
- Sarcocystis
- Neospora
Helmintos:
- Echinococcus
As bactérias podem resistir ao congelamento. Mas como eu disse, não creio que representem perigo desde que as peças estejam frescas e sejam de boa procedência, e que o pet esteja imunocompetente. Já os protozoários e helminto podem ser eliminados pelo congelamento.
Vale lembrar que existem criadores e tutores praticando “raw feeding” com seus pets há muito mais tempo que nós e em um número muito maior de animais. Pode ser interessante contactá-los para obter mais informações referentes às experiências deles com segurança alimentar.

ESTRABISMO NOS ANIMAIS

Para visitar a página do Spangles no Face ,acesse:https://www.facebook.com/spangles09

ESTRABISMO NOS ANIMAIS
Texto retirado na sua integra do Blog Vision Veterinária

estrabismo é um distúrbio no qual os olhos não são direcionados para o mesmo objeto simultaneamente de maneira coordenada ( Slatter, Fundamentos de Oftalmologia Veterinária ). Quando movemos o olhar para ver um objeto, os dois olhos apontam na mesma direção (apontando para o mesmo destino), em estrabismo não. 

O estrabismo mais tipicamente observado são: 


Estrabismo (esotropia) : 
Os olhos são desviados para dentro



Estrabismo divergente (exotropia): 
Os olhos são desviadas para fora. 

Existem outros tipos de desvios como seria o estrabismo dorsal (hypertropia) ou ventral (hipotropia) ou combinações de vários deles. Eles podem afetar um ou ambos os olhos. 



Exemplo de um gato hypertropia

As causas do estrabismo incluem: 
Congênita : o paciente nasce com o problema (típico de certas raças, como a pug (estrabismo divergente) ou o gato siamês (estrabismo convergente), geralmente causada por alterações nos músculos extra-oculares. 
Adquirida : o paciente adquire estrabismo em sua vida. pode ser causada por problemas nervosos (distúrbios da inervação dos músculos extraoculares), problemas no sistema vestibular (ocorre com certas posições da cabeça e sinais de danos ou prejuízo para o sistema vestibular), trauma (ruptura dos músculos extra-oculares ou alterações da órbita), presença de tumores retrobulbar (movimento ocular efeito de massa impairment), etc ... 

O tratamento do estrabismo: pode ser cirúrgico se necessário, mas muitos de nossos pacientes vivem uma vida normal, sem tratamento (especialmente pacientes com a forma congênita da doença). Geralmente a cirurgia é recomendada para estrabismo com ou adquiridas causas para animais com deficiência visual severa.


Um caso de cegueira congênita, grave estrabismo
(antes)

Shar pei com esotropia e hipotropia muito grave (olhos completamente voltada para a área ventro medial) Uma condição desde o nascimento. Paciente cego.


Perto de um dos aspectos do olho é observado área dorsal do olho (córnea completamente dirigida para a zona ventral medial, nictitante membrana é observado na posição normal, ligeiramente elevado)
                                                              (depois)

Aparência do olho após a cirurgia. Neste caso houve ausência congênita dos músculos extraoculares dorsal e lateral, assim fizeram cirurgia reconstrutiva para manter o olho focado. A ausência de gordura e atrofia muscular neste paciente faz com que o olho afetado e enoftálmico tenha visão comprometida